Gosto de visitar os antigos povoados. Já visitei muitos, principalmente a Norte. Gosto sobretudo de imaginar aqueles espaços e cidades, onde séculos e séculos atrás havia vida. Uma vida muito diferente das dos dias de hoje. Há registos e há factos que apontam para ocupação humana ao longo de vários períodos. Períodos longínquos no tempo, que hoje fazem parte do património cultural do nosso território, do ‘nosso Portugal’. E há alguns que devemos conhecer, deixo-vos 4 que vai querer visitar!

1. Castro Monte Mozinho

É o enquadramento, é a posição e distribuição do castro, são as muralhas, são as construções, é o Centro Interpretativo, e é a sua dimensão. Está (quase) tudo lá, no alto de um monte das freguesias de Oldrões e Galegos, em Penafiel. Aproximadamente 20 hectares de área castreja a que muitos também chamam a Cidade Morta de Penafiel.

Classificado como Imóvel de Interesse Público é o maior Castro Romano da Península Ibérica. Com um período de ocupação de vários séculos conta uma história de cerca de 2000 anos.

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2. Castro de Alvarelhos

Vários hectares! Percorri o espaço. Parei nos quatro pontos de observação, o Núcleo da Igreja, o Núcleo Calaico/Romano, a Praça, e a Casa dos Artesãos. Próximos uns dos outros, permitiram-me e ajudaram-me a construir um ‘quadro’ do povoado. Mesmo com as ruínas em avançado estado, consegui identificar as típicas estruturas circulares castrejas, bem como a ligação e os acessos a algumas das construções. Estão lá. É ir é visitar, e é percorrer um pouco da nossa longa história …

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3. Castro de S. Lourenço

Na freguesia de Vila Chã, em Esposende, resolvi parar e explorar o castro conhecido de maiores dimensões do concelho. O – Castro de S. Lourenço -. Localizado na arriba granítica de um monte, com o mesmo nome, terá sido estrategicamente construído para controlar o mar, a planície costeira, e o rio Cávado. Conseguindo também, no ponto mais alto, na acrópole, estabelecer contacto visual com os castros vizinhos.

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4. Citânia de Sanfins

Uma área vasta e estrategicamente definida, considerada uma das mais importantes zonas arqueológicas da civilização castreja na Península Ibérica.

Visitar a grande cidade castreja, a citânia, é percorrer um espaço que nos remete aos primeiros séculos antes de Cristo (a.C.). E é dessa época que há registos que apontam para 3.000 pessoas em Sanfins. Pessoas que trabalhariam essencialmente o ferro, e que deixavam atividades como a agricultura para castros mais pequenos, nos arredores.

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