29 fevereiro! Mais um dia no mês, mais um dia no ano, que só se vive – de quatro em quatro anos -. Portanto, todas as razões para ser bem vivido. E foi. Caminhamos até à sétima maior elevação de Portugal Continental, o ponto mais alto da Serra do Marão, a Capela de Nossa Senhora da Serra. Altitude, 1.416 metros.

Concentração em Soutelo, freguesia de Fontes, concelho de Santa Marta de Penaguião, a uma altitude de cerca de 600 metros. Todos, juntos rumo aquela que é a romaria mais alta do país, a Senhora da Serra. As previsões meteorológicas (pouco animadoras) ‘assustaram’ alguns dos inscritos, mas não assustaram todos. Mesmo a prever-se uma caminhada molhada, fresca e com pouca luz, resolvemos desafiar a altitude. Que boa decisão!

O percurso pedestre iniciou num verdadeiro, e bonito, trilho de montanha. Teve como ponto de partida-chegada, uma igreja, depois, entre mato denso carregado de várias espécies autóctones, passamos num abrigo pastoril, passamos em várias nascentes de água, e vimos ainda muitos detalhes de um antigo caminho romano. Aqui, ainda tivemos luz, cor, e até algum sol. Maravilha!

Depois do primeiro 1 km, encontramos o pequeno e remoto núcleo rural da Póvoa da Serra, protegido pela singela Capela de Santa Maria Madalena. Depois, e ao som de aves de rapina e de muitos vestígios de rebanhos de cabras serranas, seguimos, por pinhais densos, ribeiros e estradões largos de montanha. Sempre em contexto de serra agreste. A mãe Natureza no seu estado mais puro.

A chegar lá em cima, e a luz a diminuir, o nevoeiro a acentuar-se cada vez mais, e o frio, esse a querer dominar-nos todas as forças. Mas chegamos. Estivemos no vértice geodésico do Marão, no Observatório Astronómico do Marão (infelizmente em total estado de abandono), e, claro está, na Capela da Senhora da Serra. Agradecemos a subida e pedimos pela descida. Fomos ouvidos. Depois fomos até ao merecido almoço-convívio, e brindamos à vida. OBRIGADA

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