Fui até à vila do Pinhão. O coração da primeira região demarcada e regulamentada do mundo, o Alto Douro Vinhateiro. Já fui e continuo a ir, agora mais vezes, não me canso. Pelo contrário, quanto mais vou, mais leve me sinto. Fui visitar a Quinta do Bonfim, uma das propriedades da família Symington que marca presença na região já há cinco gerações.

A visita

Foi um time off em dia de frio, mas bonito. O sol estava ‘comigo’ (risos), com o rio Douro e com o Bomfim. Havia luz, muita luz! Iniciei a visita numa antiga adega, agora transformada numa espécie de museu. Seguiu-se a visita à adega de lagares, um espaço gigante, moderno, mecanizado, e silencioso. Sim, as máquinas estavam e vão estar paradas até às próximas vindimas. Altura de produção e de grande agitação ali, e em toda a região (risos). Também passei pela área comercial, uma pequena loja onde estão à venda vinhos da família. Nos vários espaços estavam em exposição fotografias e conteúdos com a história da propriedade, da família e do vinho, bem como peças, ferramentas e instrumentos relacionados com o vinho e a vinha.

Momento alto

O momento alto da visita foi marcado pela entrada no antigo armazém de envelhecimento, um espaço  onde quis ficar, mas ficar mesmo! Gostei daquele aroma forte e intenso que senti antes mesmo de entrar. Gostei de toda a arquitetura do edifício, das cores, das inúmeras traves em madeira forte a segurar um telhado carregado de anos, de muito peso e história. E muita história devem também guardar os vários tonéis que preenchem o armazém e onde se inicia o processo de envelhecimento do vinho produzido em cada vindima.

O aroma fez-me querer ficar por lá, mas também me acelerou a vontade de ir até à sala de provas, onde bebi vinhos produzidos pela família, e desfrutei da deslumbrante vista sobre o rio Douro, sobre a ponte metálica, e todo o cenário criado pelas vinhas de encosta. Uma forma feliz de terminar a visita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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