O plano de viagem

Visitar Veneza num dia não é tarefa fácil. E começa logo porque efetivamente foi um time off de 12 horas para explorar uma das cidades mais bonitas do mundo (pelo menos do meu, risos). Mas haviam aspetos positivos a considerar. Estava um dia bonito com sol aberto e temperatura amena, e ia sozinha! Sim, passear sozinha pode ser bom principalmente quando temos pouco tempo e queremos ver muito. E eu queria.

Não queria ir logo para a Praça de São Marcos, a única praça de Veneza e o principal destino turístico. Quis deixar isso para o fim do dia, previa que não seria o que mais iria gostar. Também queria evitar a abundância de fotógrafos e turistas, e procurava sentir os canais, os canais estreitos que abundam pela cidade numa espécie de labirinto onde foi muito fácil de me perder.

A viagem

Saí do comboio e iniciei logo o percurso contrário ao da maioria (risos). Atravessei uma das pontes do Grande Canal e fui … Caminhei em passeios estreitos encostados a canais, muitos canais. Também eles estreitos e onde se refletiam prédios antigos donos de uma arquitetura singular e elegante, com cores intensas já gastas pelo sol, pela água e pelos anos. Não andava propriamente sozinha. Cruzei-me com um ou outro ‘viajante’ como eu, alguns grupos de turistas, e as famosas gondolas que faziam mexer levemente e silenciosamente aquelas águas ‘intocáveis’.

Caminhei muito, mas teria que caminhar ainda mais se queria passar na Praça de São Marcos e visitar a Basílica. Não foi difícil porque o passeio é mágico, em cada canto há um motivo para parar, para ver, para apreciar, e para atrasar (risos)! Sim, já cheguei no final do dia. Quando o sol se começava a esconder e as pessoas se movimentavam para sair. Percebi que não estava perdida, mas tinha que regressar  e o comboio não ia esperar.

 

 

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