Estamos quase, quase, a celebrar o dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2019. Sim, é já amanhã, 18 de abril. Mais que a celebração do dia em si, é a consciencialização e a sensibilização para o tema. Para a força, gigante, que por exemplo as zonas rurais (as aldeias), os sítios, podem ter se entendidas como património cultural (como EU as entendo!). Por aqui, começamos os ‘festejos’ mais cedo, portanto decidi recordar alguns monumentos e sítios que visitei do ‘nosso Portugal’, e que me marcaram. Partilho convosco alguns dos melhores …

1. Mosteiro de São Martinho de Tibães

No entanto, o melhor, ou talvez aquilo que torna o Mosteiro de Tibães único esteja do lado de fora. No exterior, na cerca. Um bonito escadório com várias fontes cada uma com o seu significado. Depois, e a melhor forma de me despedir, o – lago -. Uma inigualável obra. Que enquadramento! A Mãe Natureza no seu estado mais puro. Construído para ajudar em muitas das tarefas que envolviam a vida do mosteiro, foi também estrategicamente localizado como espaço de retiro espiritual. Lindo!

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2. Mosteiro de Pombeiro

Exemplar de arquitetura religiosa românica, hoje, é constituído pela igreja (Igreja Matriz), pela fachada do claustro e pela estrutura principal da parte residencial. O claustro reduzido à fachada, com a extinção das ordens religiosas, não deixa de ser um espaço singular. Único. Fotografei-o em várias perspectivas, a ele, e à fonte (uma réplica da original), ao meio. A igreja, enorme, obrigou a várias paragens. Destaque para a dimensão da capela-mor, para as cores, e para o retábulo em talha dourada. Incrível! As simetrias são também levadas a rigor, fazendo com que um dos órgãos seja falso.

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3. Castelo de Penedono

Quis entrar no monumento, que além de fortificação defensiva foi também residência senhorial. E por isso também conhecido como o Castelo do Magriço, onde terá nascido Álvaro Gonçalves Coutinho (figura célebre e imortalizada nos ‘Lusíadas’). Hoje, o pequeno castelo com características de moradia acastelada não serve de refúgio, nem de defesa, muito menos é residência. No entanto, apresenta-se para quem chega, para quem o visita em grande. Um castelo em grande!

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4. Mosteiro de São João de Tarouca

No entanto, ainda podia ver o mosteiro, tinha uma hora para fazer a visita e tinha também um mapa claro identificativo dos vários espaços. E esse foi o meu único guia, uma ajuda preciosa numa área gigante completamente em ruínas, mas onde gostei de circular e de imaginar, imaginar a vida por ali nos séc. XII e séc. XIII. A vida de monge! Mas em pé encontra-se ainda uma das fachadas do mosteiro referente ao dormitório dos Monges, que com vários metros de comprimentos acredito constituir um dos principais atrativos do monumento, quer para visitantes, quer para fotógrafos (risos).

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1. Pena

Lá, um enquadramento único. ‘Que lindo’, ‘Que aldeia de sonho’, ‘Gostava de viver aqui’, ‘Riquíssimo o nosso Portugal’, ‘Nunca vi nada assim’, ‘Que surpresa!’, ‘Ultrapassou todas as expectativas’ …. Valeu a pena a aventura? Se valeu! Xisto e ardósia preenchem o casario da aldeia. Cores frias, muito escuras, e pouca luz natural convidam à contemplação. Respeito! Uma pequena aldeia onde hoje vivem menos de 10 pessoas. Dito por um local, que vive para partilhar, com quem chega, muitos dos ofícios e da gastronomia local.

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2. Vila Praia de Âncora

E foi lá que desfrutei de grande parte do meu time off. Lá, na avenida junto à praia galardoada pela distinta bandeira azul, e onde o rio cruza o mar. É ali o coração da vila! Cores, cheiros e uma tranquilidade inigualável. Vida simples, leve. Logo ali visitei o Forte da Lagarteira, subi lá em cima e desfrutei da vista privilegiada sobre aquela pequena maravilha. É uma localidade piscatória e com muitas tradições. O porto de pesca, pequeno, dá vida e agitação aquelas gentes, e a quem os visita. Fui lá, gosto de ver a chegada do peixe fresco. É uma ‘faina’ única

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3. Sortelha

Andei por lá horas. Subi e desci as várias ruas e vielas do aglomerado. Fui até ao sobranceiro castelo, andei a explorar o anel defensivo. Saltei muralhas. Desfrutei da vista desafogada e privilegiada. Fotografei janelas, portas, e vários detalhes singulares que encontrei por lá. Uma viagem ao passado, a vários séculos atrás. Sepulturas medievais, pelourinho manuelino, igreja renascentista, e vida. Há vida lá dentro. Além dos turistas, vivem lá pessoas e animais (muitos gatos). Há vegetação, há flores.

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4. Montesinho

Ainda a circular nas ruas da aldeia, muito bem calcetadas e arranjadas, os sons da natureza. Passarinhos e ramos a mexer com a brisa suave. O tempo ali ‘anda’ mais devagar, mas ‘alto’, não parou! Ao contrário de outros tempos, hoje as gentes de Montesinho deslocam-se para a cidade de carro. O burro só é usado para os trabalhos agrícolas (e pouco). Há muito menos gente, mas há os turistas. E é também esse contacto, esse envolvimento saudável e feliz entre locais e quem passa que faz manter vivos estes belos recantos, já raros, do Portugal rural.

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